Jornal Escolar envolve crianças de Seridó no combate à desertificação (25/2/2008)
Fonte: Clique Semi-Árido
O jornal escolar, uma ação do projeto Primeiras Letras, realizado pela ONG Comunicação e Cultura, chega às escolas do Seridó (RN). Das 17 Secretarias de Educação dos municípios que compõe a região, 16 solicitaram participação na iniciativa, que está voltada à proposta de ensino contextualizado, inserindo as escolas públicas no combate à desertificação e na promoção de práticas culturais adequadas à convivência com o Semi-Árido.
Há uma preocupação de trabalhar, inicialmente, essa temática junto às escolas do Seridó por ser uma das regiões brasileiras mais afetadas pela desertificação, devido à baixa fertilidade de seus solos e ao regime de escassez e má distribuição de chuvas. Através do jornal é possível estimular professores e alunos a pensar sobre os efeitos e a busca de soluções para esse problema.
O Primeiras Letras viabiliza a publicação de jornais escolares nos anos iniciais do ensino fundamental em 14 municípios do Ceará (incluindo Fortaleza) e 16 do Rio Grande do Norte. Cada escola tem seu próprio jornal e a produção acontece em sala de aula, sem atividades complementares.
Basicamente, o impresso escolar atende a dois propósitos: o da alfabetização, por meio do uso social da escrita, e o da participação cidadã das crianças. A iniciativa enriquece o trabalho do professor em sala de aula, servindo, também, como ferramenta para a escola interagir com a comunidade (82% dos alunos declararam, na última avaliação, que o jornal escolar é lido por suas famílias).
Em 2007, o projeto beneficiou 432 escolas, que publicaram 1.069 edições, com 698.365 exemplares de tiragem total. Conta, para tanto, com o apoio da Unesco, Undime, Instituto C&A e BNDES, o que possibilitou a elaboração do material pedagógico “Folhas Educativas”, que contém conteúdos específicos para compreensão do tema da desertificação e sugestões para trabalhar o jornal em sala de aula. Estas ações incentivam a articulação das escolas com instituições ou grupos locais que promovem o desenvolvimento sustentável, através da realização de palestras e publicação de entrevistas no jornal escolar.
Secretarias de educação de todo Nordeste recebem apoio para desenvolver o jornal escolar no seu município. O Comunicação e Cultura oferece, além do co-financiamento, a capacitação, a impressão (em papel jornal), materiais pedagógicos e monitoria escola por escola. A participação financeira das secretarias varia entre R$ 1,30 a 3,00 por aluno/ano, dependendo do número de escolas, tiragens etc.
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