Assembléia premia melhores jornais escolares com o tema desertificação (17/7/2009)
Fonte: Assembléia Legislativa
A Assembléia Legislativa realizou nesta quarta-feira (17/06), solenidade de premiação do II Concurso Jornais Escolares Contra a Desertificação (2007/2008). O presidente da Casa, deputado Domingos Filho (PMDB), destacou a importância de iniciativas como o concurso, que objetivam divulgar a educação, cultura e ampliar a conscientização sobre a importância do combate à desertificação. Ele também agradeceu a adesão maciça das escolas ao projeto, realizado em parceria com várias entidades.
Domingos Filho lembrou que os jornais escolares são lidos por membros das famílias dos alunos e enfatizou a importância da conscientização desta nova geração. O parlamentar destacou que a desertificação no semi-árido é causada por práticas predatórias de manejo da terra e ações que levam à perda da biodiversidade e afirmou que “somente a educação pode mudar os costumes e maus hábitos do povo”.
O Concurso Jornais Escolares Contra a Desertificação é organizado pela ONG Comunicação e Cultura e visa ampliar o conhecimento dos alunos sobre o processo de desertificação. Esta segunda edição do concurso avaliou jornais feitos entre 2007 e 2008, em mais de 600 escolas públicas, com a participação de quase 150 mil alunos.
O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, deputado Artur Bruno (PT), parabenizou os organizadores do concurso e seus parceiros, em especial o Instituto de Estudos e Pesquisa para o Desenvolvimento do Ceará (Inesp) e fez uma alerta aos estudantes: “não parem ler, escrever e estudar. O futuro é de quem estuda”.
O deputado Augustinho Moreira (PV), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semi-Árido, afirmou que “o homem é o principal responsável pela degradação ambiental e só a educação pode mudar a cultura e os maus hábitos. As crianças são fundamentais, pois terão que ensinar àqueles que não aprenderam no passado”, ressaltou o parlamentar.
O coordenador da ONG, Daniel Raviolo, destacou que “o concurso dá às crianças a oportunidade de descobrir a gravidade da desertificação no semi-árido e informar seus familiares”. Ele enfatizou a parceria com a Assembléia e disse que: “a solenidade comemora uma conquista da escola pública. É a escola do povo na Casa do Povo”.
Durante a solenidade, houve uma apresentação do grupo musical do Centro Educacional Betesda de Tauá. O concurso premiou 13 escolas do Estado. As três escolas que mais se destacaram receberam um computador, oferecido pela Assembléia. A Escola Porfírio de Araújo, de São Gonçalo do Amarante, foi premiada pela edição do “Jornal Leiturarte”. A Escola Nossa Senhora do Sagrado Coração, no São João do Tauape, em Fortaleza, com o jornal “Notícias do Coração”, e a Escola Antônio José de Melo, do município de Tauá, com o jornal “Quem lê Viaja”.
Outras dez escolas foram premiadas com menção honrosa e receberam um caixa de som amplificada, com microfone. Foram agraciadas as escolas Nossa Senhora de Fátima, o Centro Educacional Jucaense e o Cepac, de Jucás; a Escola Vicente Fialho, Matos Dourado e Padre Fialho e Professor José Valentino de Carvalho, em Fortaleza; e ainda as escolas Professora Genciana Nepomuceno, de Aracati; Manuel Marinho, de Sobral e Poetisa Abigail Sampaio, em São Gonçalo do Amarante.
Participaram da solenidade os deputados Lula Morais (PCdoB) e Dedé Teixeira (PT), o prefeito de Tauá, Odilon Aguiar; a diretora da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Marta Cordeiro, o presidente do Inesp, Antônio Nóbrega Filho, secretários de educação, professores e estudantes de diversos municípios.
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