O Desaparecimento da Infância
É possível imaginar o mundo sem crianças, tal como as reconhecemos ainda hoje?
Um dos mais brilhantes críticos sociais da atualidade, Neil Posman mostra em seu livro que não apenas é possível imaginar: aconteceu antes e está acontecendo de novo.
A erotização precoce e a crescente participação infanto-juvenil nos índices de criminalidade são apenas alguns aspectos alarmantes de um conjunto de sinais de que a infância – e em especial a meninice, entre os sete anos e a puberdade – está em extinção.
Os prenúncios dessa massa de criaturas indiferenciadas invadem o dia-a-dia, dentro e fora da tela mágica da TV: nas roupas, nos hábitos alimentares, no padrão linguístico, na profissionalização prematura dos esportistas, no fim das velhas brincadeiras infantis, em atitudes mentais e emocionais e, claro, no campo do sexo e da violência.
Graphia Editoral – Rio de Janeiro, 1999.
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Comentários
Uma pessoa comentou esse artigo
Esse material sendo uma complementação do que Susan Linn escreveu, pode ser uma forte arma para combater essa “erotização” que Postman fala na introdução que, também é um dos danos causados pela mídia. Mas, ainda acredito que como a mídia pode deformar ela também tem como formar e, o melhor, formar com base solidificada de aprendizagem. Nós, monitores do mais educação, também temos um forte papel de construção social.