em 5 de janeiro de 2011
Cerca de 20 jovens do Fala Escola participaram nos dias 15 e 16 de abril da segunda rodada de conversas com representantes do Programa de Cidadania Adolescente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Desta vez, quem veio conversar com os jovens foi a oficial de projetos da área de cidadania dos adolescentes, Ludmila Palazzo.
O encontro teve o objetivo de relatar experiências dos participantes no programa (incluindo os educadores) e mostrar concretamente como a educomunicação interferiu no aprendizado deles, na mobilização social e no cotidiano da escola e da comunidade.
Vários alunos mostraram a importância do jornal escolar em seu dia-a-dia, em frases como: “No jornal expressamos opiniões e temos o privilégio de se comunicar”; “O jornal tornou as decisões na escola mais participativas”, “O projeto me ajudou na leitura e na escrita, melhorando as notas”; “Fiquei mais popular na escola e na comunidade, melhorou minha autoestima e perdi um pouco a timidez”. Uma surpresa foi que até alunos tidos como “problemáticos” na escola estavam participando dos jornais – e alguns até à frente da publicação!
Os jovens também contaram que os jornais escolares e as oficinas do Fala Escola despertaram o interesse por outras formas de expressão, como o rádio e o fanzine, citados no encontro.
Em agosto, estas memórias e depoimentos serão reunidos às entrevistas realizadas com jovens de outras capitais, como Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, para integrar uma publicação do Unicef. Estamos muito curiosos para ver o resultado!
Enquanto isso, veja alguns momentos do encontro.
em 15 de dezembro de 2010
O lançamento dos jornais aconteceu no dia 11 de dezembro, no CUCA Che Guevara, na Barra do Ceará. O evento contou com a presença de representantes de todos os núcleos (alunos e professores) e da Coordenação Municipal do ProJovem Urbano Fortaleza. Na ocasião, os jornais publicados foram expostos e os participantes tiveram a oportunidade de trocar experiências, expectativas e impressões, além de discutir sobre ações para as etapas que estão por vir.
A parceria entre o programa Fala Escola, do Comunicação e Cultura, e a Prefeitura de Fortaleza começou em 2008 e, desde então, vem mobilizando alunos, professores e colaboradores dos núcleos do Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária – ProJovem Urbano de Fortaleza. Esse programa de formação tem duração de 18 meses e os alunos são incentivados a se integrar ao Fala Escola, ajudando a construir seus periódicos.
Como foram feitos os jornais?
Os núcleos foram incentivados a organizar equipes editoriais, formadas por alunos e professores mobilizadores que orientam os trabalhos e participam das oficinas de formação, sempre acompanhados de um jovem da equipe.
As publicações trazem matérias produzidas dentro e fora da sala de aula, seguindo a metodologia dos jornais Comunicação e Cultura. As matérias tratam de diversos temas, incluindo produção escolar, “classificados solidários” (onde os próprios estudantes anunciam seus produtos e serviços) e questões da comunidade que estimulam o debate, a reflexão e a maior integração entre editores e leitores. Foram distribuídos 750 exemplares de cada edição.
Confira as fotos deste dia, divulgadas no blog do Projovem Fortaleza.
em 6 de maio de 2009
“A Escola Municipal Riacho Doce, em Paracuru (CE), recebeu o Primeiras Letras como uma excelente ferramenta pedagógica, que acrescentou uma nova dinâmica a nossas produções em sala de aula. O RD em Ação surgiu e percebemos de que forma ele destaca o talento do aluno e o incentiva a mostrar seus textos, desenhos e pensamentos para toda a comunidade.
A equipe de professores ficou muito feliz e relata que, inclusive, tem muita dificuldade para escolher o conteúdo que irá para o jornal, devido aos belíssimos trabalhos apresentados pelos alunos.
A chegada do jornal na escola foi muito gratificante e emocionante. Durante as reuniões de professores, surgem diversas sugestões de como trabalhar o jornal em sala de aula, antes mesmo de levá-lo para casa!”
em 19 de outubro de 2008
Confira o depoimento da professora Zélia Maria, da Escola Municipal Silvino Garcia do Amaral, na zona rural do município de Tenente Laurentino Cruz (RN).
“Nossa escola possui alunos vindos de várias comunidades adjacentes, além dos educandos residentes na própria cidade. A implantação do Jornal Aprendendo a Aprender foi um grande impulso para o professor alfabetizador desta instituição, uma vez que motivou ainda mais nos educandos o interesse pela leitura e escrita, instigando a curiosidade de cada aluno.
Lançamos a terceira edição do Jornal Aprendendo a Aprender e, mais uma vez, os olhinhos das crianças brilharam ao verem publicadas suas produções textuais e o dia-a-dia vivenciado na escola.
O Primeiras Letras nos trouxe motivação de trabalho e novos desafios, pois achávamos que não iríamos conseguir. Mas, nossa vitória chegou! Estamos esperando a 4a edição. Obrigada à equipe que trabalha junto a nós na realização deste programa. A todos vocês aí de Fortaleza, o nosso apreço à sua dedicação em sempre nos atender”.
em 13 de outubro de 2008
Na Escola Antonio Luiz Coelho em Amanari, distrito de Maranguape/CE, o jornal escolar possibilita a inserção do aluno cidadão no convívio social da escola e da comunidade. Confira a entrevista com Ivanilo Bezerra*, coordenador pedagógico do jornal Vivendo e Aprendendo. “O jornal ocupa um espaço importante, por se configurar como um suporte de vários outros gêneros de escrita e leitura. E o que é melhor: produzido e lido por eles”, afirma.
O que tem norteado o trabalho com a escrita/leitura na sua escola, no Ensino Fundamental, nas diversas disciplinas e temas transversais?
É o desejo de que o aluno possa ter um bom aprendizado nessas competências, através do contato com os mais diversos tipos e gêneros textuais. As atividades de leitura e escrita são trabalhadas a partir das práticas sociais que aparecem no cotidiano deles. Neste sentido, o jornal Vivendo e Aprendendo ocupa um espaço de suma importância, por se configurar como um suporte de vários outros gêneros de escrita e leitura. E o que é melhor: produzido e lido por eles.
Qual o lugar que a ferramenta Jornal Escolar ocupa no contexto do projeto político-pedagógico da escola?
Nosso projeto pedagógico tem como missão formar cidadãos comprometidos e participativos na sociedade em que vivem. Nesse contexto, e como já foi mencionado anteriormente, o jornal escolar desempenha um papel de fundamental importância, pois possibilita a inserção desse aluno/aluna, cidadão/cidadã no convívio social da escola e da comunidade, através da publicação de suas matérias. Além disso, propicia a eles o conhecimento dos princípios de responsabilidade, autonomia, criatividade e respeito, entre outros.
Quais estratégias você utiliza para mobilizar/motivar os(as) demais professores(as) para participar do Jornal Escolar Primeiras Letras?
Quando trabalhamos de forma coletiva, em que os interesses do grupo superam os individuais, conseguimos alcançar melhores resultados em nossos programas. Quando o grupo percebe a utilidade da ferramenta jornal escolar na melhoria do processo de ensino, seja qual for a disciplina, os professores se motivam a participar mais ativamente.
A principal estratégia que utilizo ao encontrar algumas resistências de professores diante do jornal é fazer com que eles entendam a natureza do processo. Outra ação é o uso do Guia de Pauta, preenchido em planejamentos mensais ou em momentos coletivos. Nele, o professor registra o assunto que irá trabalhar com sua turma, além do gênero textual que será empregado (notícia, poesia, cruzadinha, caça-palavras etc). Após esta etapa, como coordenador do programa, o afixo em um local visível da sala dos professores. A partir do momento em que as matérias vão sendo entregues, vou marcando um ok ao lado do nome do professor. Isso faz com que eles não esqueçam de enviar as matérias. Mesmo assim, fico lembrando-os dos prazos.
O Primeiras Letras trabalha em uma perspectiva educomunicativa, que transforma o receptor em produtor da linguagem de mídia. Qual a sua percepção sobre os alunos em relação a eles serem produtores de mídia, em especial no jornal Vivendo e Aprendendo?
Vivemos numa sociedade letrada cujas informações circulam de forma muito rápida – e quem não participa desse processo acaba excluído. Uma das funções da escola é justamente a inserção do educando nesta sociedade. Nada melhor do que contar com a ferramenta jornal escolar para a eficácia deste processo – ele representa um canal de informações com o qual os alunos podem contar para publicar seus textos, ideias e até mesmo sentimentos.
Na edição do mês de abril deste ano (2008), por exemplo, foi trabalhado em sala de aula, pela professora de Língua Portuguesa das turmas de 9º Ano ‘A’ e ‘B’, o gênero textual discurso. Através da atividade, os alunos foram convidados a produzir discursos que enfatizassem algumas necessidades da comunidade. Foram selecionados dois destes textos e publicados no Vivendo e Aprendendo: um sobre a falta de empresas na região e outro que abordava a falta de segurança. Fui informado, dias depois, que esta edição do jornal foi enviada à Câmara de Vereadores do Município. Isso nos deixou satisfeitos, pois exercemos, através de nosso veículo de comunicação, a nossa cidadania.
O que significa, para a escola, produzir com seus alunos um meio de comunicação local?
Diante de tudo o que foi dito sobre o jornal escolar, ter essa ferramenta ao nosso alcance significa trabalhar vários fatores positivos em nossa escola, entre eles a melhoria no processo de ensino e aprendizagem, a elevação da autoestima de nossos alunos e, por fim, divulgação para toda a comunidade, do potencial e do trabalho desenvolvido por professores e alunos.
*A entrevista foi realizada por Iolanda Santos, facilitadora do Primeiras Letras e colaboradora do Portal do Jornal Escolar.
em 12 de outubro de 2008
Confira o depoimento de Maria das Dores da Silva Alves, graduada em pedagogia e articuladora do Primeiras Letras na Secretaria Municipal de Educação de Senador Pompeu (2008).
“Conheci o Primeiras Letras quando trabalhava no Centro Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) de Senador Pompeu. Em um de nossos encontros houve uma sensibilização e a apresentação do programa, que achei apaixonante pelo teor de mobilização nas escolas. Na época, o Crede resolveu aderir à proposta e todos as escolas estaduais embarcaram na ideia.
A ação foi realizada em 10 escolas municipais de Senador Pompeu. A princípio, tem sido um bom trabalho, com duas edições publicadas. Hoje sentimos o envolvimento da comunidade escolar e acompanhamos o processo de produção do jornal, tendo o cuidado de que ele seja orientado pelos professores, mas não feita por eles.
As escolas trabalham integradas. Por exemplo, a diagramação eletrônica dos jornais é realizada por uma das antigas coordenadoras do jornal no município, que havia saído da escola e resolveu fazer a digitação voluntariamente, para que o vínculo não fosse perdido.
Vejo o jornal como uma atividade muito importante em sala de aula, pois motiva a escrita e a criatividade do aluno. Eles já escrevem pensando que aquele texto vai ser publicado no jornal e que outras pessoas vão ler. Isso faz com que eles queiram produzir melhor e com mais responsabilidade. A escrita não se torna apenas uma tarefa rotineira, pois eles sabem que aquele texto vai chegar aos pais e circular pelo colégio.
Vejo os alunos perguntando: “Quando vai chegar o jornal?”. No dia da distribuição eles ficavam agitados para ver os exemplares deles e os de outras escolas. Incentivamos a circulação dos jornais e realizamos trocas entre as escolas do município, além de enviá-los para Secretários de outras áreas (como Saúde, Cultura etc.) e também para o Prefeito. Além da divulgação, fazemos isso por reconhecer o quanto é importante que mais pessoas conheçam do que as alunos, professores e escolas são capazes.”































