O Comunicação e Cultura lançou, no dia 25 de junho, a Folha Educativa “Irauçuba Ameaçada pela Desertificação” e os primeiros jornais escolares Primeiras Letras e Fala Escola produzidos pelas escolas da rede municipal dessa cidade, localizada no interior do Ceará. O lançamento aconteceu no primeiro dia do evento em que Prefeitura e sociedade civil apresentaram à população o Plano Municipal de Combate à Desertificação. Irauçuba revela uma situação crítica do ponto de vista da desertificação, sendo considerada uma das cinco regiões mais vulneráveis do Nordeste.

A Folha Educativa é dirigida a educadores do município, além do público em geral, e aponta a necessidade de uma mudança de atitude da população e da adoção de políticas públicas adequadas ao combate à desertificação. Além de vários pontos de vulnerabilidade ambiental em Irauçuba, existem os agravantes humanos, principalmente o desmatamento e o superpastoreio (que provoca a degradação do solo pela densidade de animais pisoteando a mesma área).

O trabalho do Comunicação e Cultura no município é realizado em parceria com a Secretaria de Educação de Irauçuba e tem o apoio do Fundo de Iniciativas Locais de Combate à Desertificação – constituído pelo Ministério do Meio Ambiente,  pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e pela Cooperação Alemã (GTZ e DED).

Agora Irauçuba se soma aos 19 municípios na região de Seridó, no Rio Grande do Norte, onde o Comunicação e Cultura já atua, desde 2008, com esse foco ambiental em jornais escolares. O Seridó é outra região gravemente afetada pela desertificação, e a participação da população e do poder público nessas localidades é fundamental para que a situação possa ser revertida.

Comentários

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  1. Francisco Carlos Félix says:

    Bastante oportuno o lançamento do tablóide sobre desertificação de Irauçuba. Seria bem salutar se todos adotassem o compromisso de não devastar, não queimar, não caçar animais da fauna do semi-árido da terra, haja vista que a região está bem depauperada. Seria valioso para a terra que se observasse alguns anos (ao menos 10) sem derrubada de matas, queimadas, etc, isto é, uma moratória nas atividades agrícolas. Mudar-se da agricultura predatória para agricultura ecologicamente sustentável. Aliás a agricultura atual é danosa e criminosa para o meio-ambiente de Irauçuba. Esta terra é sagrada precisa de carinho e ternura. Sabemos que o solo de Irauçuba é raso, daí a necessidade de não queimar-se nada, pelo contrário, cada folha caída deve virar húmos, galhos caídos devem se decompor e tornar-se adubo natural. As fontes d`água devem ser protegidas do gado e dos homens maus, toda forma de vida deve ser cercada de proteção, cuidemos dos pobres para que eles sejam aliados preciosos na batalha pelo meio-ambiente da querida Irauçuba.

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  • Comunicação e Cultura { Professor Dido Melo, estamos trabalhando na preparação de um passo-a-passo sintético, para pessoas na sua situação. Mas na seção Tudo para o Jornal já há... } – jan 19, 5:57 PM
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